Monday, January 26, 2009

Para quem não tem méritos

Essa onda de mudanças políticas na América do Sul, que indicam um quadro de marcha para as ditaduras do proletariado - comunismo ou qualquer outro desses supostos regimes democráticos que tendem a imortalizar seus ditadores no poder -, preocupam.

Elas cumprem o principal fundamento do regime democrático, pois são mudanças que tem o aval da maioria da população. Entende-se, debruçados no principal problema do capitalismo - sua incapacidade de retirar todos da miséria - o povo passa a desejar a sua sociabilização, um atrativo para quem nada tem.

Infelizmente funcionamos dessa maneira: o fato de não termos nada só é problema se o nosso vizinho tem alguma coisa. Se somos todos igualitariamente miseráveis, tudo bem. Na verdade sabemos que não é exatamente assim, a mudança só se dá na elite dominante: saem os capitalistas e entram os membros da elite do partido.

A única diferença entre os regimes é a mobilidade: uma vez miserável no comunismo, sempre miserável. Mas essa é uma perspectiva que parece não preocupar os eternos perdedores idealistas da igualitária miséria comunista, os regimes capitalistas premiam a capacidade e isso faz toda a diferença entre vencedores e perdedores.